Perdi as contas de quantas vezes comecei um blog na vida. Foram muitas. A experiência mais duradoura foi em meados de 2009/começo de 2010, quando eu e meu amigo/irmão
Roberto Dalessio decidimos fundar um site chamado
Esquadrão Classe Nerd, que, posteriormente, foi rebatizado como
Geladeira Virtual.
Olhando para trás, examinando essa trajetória, dá pra perceber que eu sempre tive vontade de falar. Falar muito, falar pouco. Falar, ponto. De lá para cá, muita coisa aconteceu: além da passagem natural do tempo, a internet mudou bastante, os blogs deixaram de ser algo do mainstream e voltaram a ter um status de underground e, principalmente, eu mudei.
Na época do Esquadrão Classe Nerd/Geladeira Virtual, eu e Beto éramos apenas dois moleques que queriam escrever textos falando sobre
Smallville e gravar vídeos teorizando em cima de
Lost -- um adendo: fazíamos esses vídeos com câmeras digitais vagabundas, em quartos escuros, sem qualquer preocupação técnica, na época em que o conceito de Youtuber estava começando a surgir no Brasil. Vanguardistas, talvez? 😁
Beto se tornou designer, e eu agora estou a apenas um semestre de me tornar um Bacharel em Comunicação Social com Ênfase em Jornalismo -- aquele nome bonito que dão para os jornalistas, os faladores profissionais.
Nesse tempo, também pude realmente trabalhar escrevendo sobre as paixões que já se faziam presente desde aqueles dias de férias em 2009. No
NerdBunker, escrevo sobre cinema, sobre videogames (mais raramente), sobre tecnologia (com alguma frequência), séries de TV, HQs e livros. Digo que tive a sorte grande de tudo conspirar para que eu pudesse trabalhar com o que eu amo desde o início da carreira.
Apesar do entretenimento ser uma grande paixão minha, ele não é a única. Começo esse blog com o intuito de, sem nenhum tipo de pressão externa ou interna, escrever quando der vontade de qualquer coisa que eu queira. Música? Vai ter. Política? Vai ter. Crônica relembrando alguma passagem da vida? Vai ter também. Qualquer coisa mesmo, aquela coisa do blog de raiz cujo dono escreve tudo aquilo que vem em sua mente, sem muitas amarras. Bem fluxo de consciência.
É claro, em conteúdos de cunho jornalístico, algum rigor será mantido. De resto, quero brincar com as palavras, experimentar coisas, falar de coisas que não falo muito no dia a dia e, principalmente, escrever sem pensar em mais nada. Sem pensar em redes sociais, em SEO, em cliques, em urgência e em todas as outras coisas que são costumeiras no cotidiano de qualquer redação.
Enfim...
c'est tout.
- C