sábado, 30 de junho de 2018

Meu futuro não é produto

Na semana passada, em meio ao período de provas finais na universidade, veio a notícia de que a Laureate, empresa que é dona da Anhembi Morumbi, demitiria MUITOS professores assim que o semestre terminasse.

Desses muito, uns nove me deram aula no curso de jornalismo. O motivo? Todos eles têm doutorado e, consequentemente, geram mais custos para serem mantidos.

Que putaria, né?

Tive a sorte de ter aprendido MUITO com eles nos quatro anos de graduação. Os professores que ficam estão longe de serem ruins, que fique claro, mas ver esses grandes mestres sendo reciclados pela corporação é triste, triste demais. Pensar nos alunos que entrarão no curso agora e não os conhecerão...

Não bastasse essa sacanagem, a Laureate também está fazendo com que o aluno vá menos para a universidade e passe mais tempo em casa tendo aulas online  -- na aula online, eles pagam uma quantia para um professor gravar uma série de vídeos, que podem ser utilizados aí por um longo período de tempo. Mais barato para eles.  Mas, foda-se os alunos, né?

Felizmente, a galera não baixou a cabeça para essa situação. Rolou protesto, discussão com o coordenador Nivaldo Ferraz e, até onde eu sei, vem mais coisa por aí. E tem que rolar mesmo.

Meu futuro não é produto, Laureate. Deixo aqui o meu sincero "vão tomar no cu" para vocês que estão comandando essa baixaria nas universidades.

Em vídeo, o deputado Carlos Giannazi fala sobre o assunto:

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O Kindle e eu.


Tenho um Kindle. Modelo PaperWhite. Comprei no começo de 2018. Acreditava que ele seria uma grande revolução nos meus hábitos de leitura. Me enganei.

O problema sou eu, claro. O aparelho é incrível! Uso-o com uma certa frequência, mas ainda bem menos do que gostaria. Tenho uma quantidade razoável de e-books nele, mas não li nem metade dos que já estão baixados na memória interna do dispositivo.

Achei que leria todos os dias antes de dormir, aproveitando a escuridão do quarto e a luminosidade da tela para transformar a leitura em um me time. Não rolou. Parte pelo cansaço, parte pela atenção dividida entre outras telas, que me trazem outros conteúdos e parte por um purismo que ainda vive forte dentro de mim, dizendo que a materialidade de um bom livro de papel jamais será substituída.

Tenho fases: às vezes, só quero ler no Kindle. Às vezes, só no papel. Às vezes, em ambos. E às vezes, não quero ler absolutamente nada, quando fico saturado com essas manchinhas escuras em fundo branco que são as palavras.

O fato é: quero ler mais e estou na busca de técnicas que me ajudem a focar na leitura e façam com que eu não me sinta impaciente ao passar de oito ou dez páginas de um livro. Alguma sugestão?

Não tenho muito mais a dizer sobre o assunto. No momento, estou lendo Jurassic Park, de Michael Crichton, no Kindle. Que livro espetacularmente bom. Daqueles page turners sensacionais. Se não leu, leia.

Enfim... C'est tout.

-C

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Começando.

Perdi as contas de quantas vezes comecei um blog na vida. Foram muitas. A experiência mais duradoura foi em meados de 2009/começo de 2010, quando eu e meu amigo/irmão Roberto Dalessio decidimos fundar um site chamado Esquadrão Classe Nerd, que, posteriormente, foi rebatizado como Geladeira Virtual.

Olhando para trás, examinando essa trajetória, dá pra perceber que eu sempre tive vontade de falar. Falar muito, falar pouco. Falar, ponto. De lá para cá, muita coisa aconteceu: além da passagem natural do tempo, a internet mudou bastante, os blogs deixaram de ser algo do mainstream e voltaram a ter um status de underground e, principalmente, eu mudei.

Na época do Esquadrão Classe Nerd/Geladeira Virtual, eu e Beto éramos apenas dois moleques que queriam escrever textos falando sobre Smallville e gravar vídeos teorizando em cima de Lost -- um adendo: fazíamos esses vídeos com câmeras digitais vagabundas, em quartos escuros, sem qualquer preocupação técnica, na época em que o conceito de Youtuber estava começando a surgir no Brasil. Vanguardistas, talvez? 😁

Beto se tornou designer, e eu agora estou a apenas um semestre de me tornar um Bacharel em Comunicação Social com Ênfase em Jornalismo -- aquele nome bonito que dão para os jornalistas, os faladores profissionais.

Nesse tempo, também pude realmente trabalhar escrevendo sobre as paixões que já se faziam presente desde aqueles dias de férias em 2009. No NerdBunker, escrevo sobre cinema, sobre videogames (mais raramente), sobre tecnologia (com alguma frequência), séries de TV,  HQs e livros. Digo que tive a sorte grande de tudo conspirar para que eu pudesse trabalhar com o que eu amo desde o início da carreira.

Apesar do entretenimento ser uma grande paixão minha, ele não é a única. Começo esse blog com o intuito de, sem nenhum tipo de pressão externa ou interna, escrever quando der vontade de qualquer coisa que eu queira. Música? Vai ter. Política? Vai ter. Crônica relembrando alguma passagem da vida? Vai ter também. Qualquer coisa mesmo, aquela coisa do blog de raiz cujo dono escreve tudo aquilo que vem em sua mente, sem muitas amarras. Bem fluxo de consciência.

É claro, em conteúdos de cunho jornalístico, algum rigor será mantido. De resto, quero brincar com as palavras, experimentar coisas, falar de coisas que não falo muito no dia a dia e, principalmente, escrever sem pensar em mais nada. Sem pensar em redes sociais, em SEO, em cliques, em urgência e em todas as outras coisas que são costumeiras no cotidiano de qualquer redação.

Enfim... c'est tout.

- C